27 de maio de 2021

As embalagens flexíveis vêm ganhando mercado. “Nós brincamos que elas são a embalagem do futuro. É o tipo de pack que vai para Marte porque tem um peso muito baixo por conta do menor uso de matéria-prima e mantém as mesmas propriedades de shelf life. É uma solução de embalagem mais inteligente. O filme PET acompanha este mercado. Os nossos produtos são a parte mais fina dentro das embalagens flexíveis e trazem a funcionalidade da barreira”, afirma André Gani, diretor comercial e marketing da Terphane.

O filme de poliéster tem diversas aplicações industriais e também como liner do rótulo autoadesivo e, principalmente, para embalagens de alimentos, como atomatados, leite em pó, café, tampa para iogurte, entre outros. “Tudo que está em pouch, normalmente, tem filme de poliéster. O uso do nosso produto também é crescente em embalagens refis, especialmente nos segmentos de higiene e limpeza e health care”, explica o executivo. Segundo ele, o segmento de tampas para bandejas cresce muito no Brasil, mas já é bastante consolidado no mercado americano e europeu. “São filmes seláveis easy open ou resseláveis, com propriedade de antiembaçamento, para embalagens de frutas, verduras e vegetais. Vários produtores têm se interessado por essa solução. O consumidor quer ter a garantia que a salada não foi modificada. Tem inclusive tamper evidence, além de fechamento hermético”, salienta Gani.

A indústria de alimentos tem necessidade de produtos que ofereçam a funcionalidade de barreira, que é muito importante para este mercado. Uma das inovações é o filme de poliéster com barreira transparente utilizada em embalagens que o end user deseja mostrar o produto para os consumidores, como por exemplo, uma barrinha de cereal. Outra inovação é o filme de poliéster com barreira metalizada que apresenta uma camada molecular de alumínio, com as propriedades de uma folha de alumínio, que ainda é exigida em algumas indústrias. “O segmento de atomatados usava embalagem com barreira 100% de alumínio e gradativamente migrou para o poliéster metalizado de altíssima barreira. A gente consegue fazer uma embalagem sem alumínio, totalmente plástica, que facilita a reciclagem. O maior ganho desta solução é a redução da pegada de carbono da embalagem”, explica o diretor comercial e marketing da Terphane.

A Terphane lançou a linha Ecophane produzida com resina pós-consumo grau alimentício, que oferece as mesmas propriedades dos filmes virgens de poliéster e outra linha biodegradável. “Os filmes Ecophane biodegradáveis se degradam em até quatro anos. Eles só começam a degradar em aterro sanitário. Fazer algo que pudesse impactar neste momento”. Outro lançamento da empresa, informa Gani, são os filmes antivirais e antimicrobianos que atendem principalmente o mercado on the go onde as pessoas colocam a embalagem na boca para abrir e consumir o produto.

A entrevista completa com André Gani, diretor comercial e marketing da Terphane, pode ser assistida em nosso perfil do Linkedin.