28 de junho de 2021

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, divulgou sua meta de longo prazo para a conservação da biodiversidade nesta sexta-feira (25), durante a realização de seu primeiro ESG Call. A companhia se compromete, até 2030, a conectar meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a preservação nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia – o que equivale a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro.
Para definir o seu compromisso, alinhado às melhores práticas e políticas nacionais e internacionais, a Suzano realizou, no último ano, um processo colaborativo que contemplou uma consulta a mais de 50 stakeholders nacionais e internacionais, incluindo ONGs, setores público e privado e academia. Essa ação, voltada especificamente para identificar oportunidades e desafios de preservação da biodiversidade, foi realizada em parceria com o Instituto Ecofuturo – organização sem fins lucrativos mantida pela empresa e que atua há duas décadas com conservação ambiental.

Como resultado desse amplo trabalho, a companhia identificou que sua mais importante contribuição seria para a reversão da fragmentação de habitats, uma vez que esta é uma das principais ameaças à perda de biodiversidade no Brasil e no mundo. Assim, a partir das áreas prioritárias para conservação definidas pelo Ministério do Meio Ambiente e das Unidades de Conservação de proteção integral, de acordo com o SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza –, foram identificados os principais alvos de remanescentes naturais fragmentados a serem conectados. Em seguida, definiu-se as rotas de ligação por meio da implantação de corredores de biodiversidade.

“Assumimos um grande desafio, que pressupõe o engajamento de diferentes atores, já que nossa meta não contempla apenas áreas de propriedade da Suzano. Assim, temos a ambição de criar um movimento colaborativo, diversificado e contínuo, que contribua efetivamente para a conservação de espécies hoje ameaçadas, mas que também eleve o patamar de gestão ambiental, trabalhando em conjunto para o desenvolvimento das comunidades, e oportunidades de geração de renda”, afirma Pablo Machado, Diretor Executivo para China e, atualmente, também responsável pela área de Sustentabilidade da Suzano.

Ainda de acordo com o executivo, aproximadamente 1.850 fragmentos isolados de floresta serão alvos da conexão e, ao promover esta união, algumas ameaças serão evitadas e/ou reduzidas, como a alteração de interações ecológicas na paisagem, a redução de variabilidade genética e insucesso reprodutivo em função do isolamento de espécies, a perda da resiliência às mudanças climáticas, bem como o desequilíbrio entre pragas, doenças e inimigos naturais.

Para o alcance da meta, a Suzano deve focar nos eixos conectar, engajar e proteger, considerando os três grandes biomas em que possui bases florestais. A partir desses pilares, a companhia atuará estrategicamente implantando corredores de biodiversidade, criando uma rede de Unidades de Conservação, conservando populações de primatas e palmeiras, estabelecendo modelos de negócio que gerem valor compartilhado e de produção biodiversos, além de ações para a redução das pressões à biodiversidade em decorrência da ação humana. Para isso poderá também buscar a valoração de serviços ecossistêmicos, incluindo créditos de carbono.

Além da meta de biodiversidade, a Suzano tem outras grandes ambições até 2030, como oferecer 10 milhões de toneladas de produtos de origem renovável desenvolvidos a partir da biomassa, para substituir plásticos e outros derivados do petróleo, remover 40 milhões de toneladas de carbono equivalente da atmosfera e contribuir diretamente para que 200 mil pessoas instaladas nas regiões onde atua saiam da linha da pobreza.

Monitoramento de Biodiversidade

A Suzano possui em seu banco de dados de monitoramento mais de 2.700 registros de espécies de plantas, aves e mamíferos, incluindo as que apresentam algum grau de ameaça de extinção. A companhia mantém aproximadamente 40% de sua área total, ou cerca de 960 mil hectares, destinados à conservação da biodiversidade. Este volume expressivo de áreas de conservação está distribuído principalmente nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Estas regiões incluem, além de locais de preservação permanente e reservas legais, exigidos pela legislação brasileira, territórios voluntariamente identificados pela empresa como sendo de alto valor para a conservação, que totalizam 57 mil hectares de habitats global e nacionalmente importantes para a conservação da biodiversidade.