5 de junho de 2020

A produção da indústria brasileira de papelão ondulado não foi afetada pela pandemia do coronavírus. “É um setor extremamente fundamental para garantir a distribuição e entrega de produtos essenciais à população”, afirma Gabriella Michelucci, presidente da ABPO (Associação Brasileira de Papelão Ondulado). A pandemia também aumentou o volume de embalagens utilizado no sistema e-commerce, segundo ela, que saltou de 75% para 85%.  “A prioridade é garantir que a nossa indústria não sofra nenhuma ruptura nesse momento tão preocupante”, afirma.

 

A ABPO preparou e-books com protocolos operacionais que atendem as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a proteção dos seus colaboradores. Isso implica, segundo ela, desde a sanitização de áreas, revisão do uso de áreas comuns, trabalho remoto e o cuidado com os profissionais de risco. “É um momento de maior conhecimento para a nossa indústria”.

 

“Separamos o ano em dois momentos. Nos primeiros quatro meses de 2020, o setor de papelão ondulado registrou uma produção intensa. A população correu para os supermercados para estocar produtos essenciais preocupada com um possível desabastecimento, mas isso não ocorreu como em outros países”.

 

De acordo com Gabriela, o setor de papelão ondulado agora está sentindo uma acomodação do mercado. Por isso, a expectativa é que o segundo semestre seja moderado. “Desde o início do ano, estamos trabalhando com três cenários – otimista, moderado e pessimista. E isso é revisado quinzenalmente. Apesar do recuo no volume de produção do setor, ainda assim é um cenário melhor em comparação à economia brasileira”, ressalta.

 

Acompanhe a entrevista completa no canal do Instituto de Embalagens no Youtube.

 

Na próxima quinta-feira, dia 11 de junho, às 19 horas, Milton Rego, presidente-executivo da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) é o nosso convidado da série Mercado em Pauta. Participe no perfil do Instituto de Embalagens no Instagram.