12 de junho de 2020

A indústria do alumínio sofreu uma grande desaceleração entre 2014 e 2016 em função da recessão econômica brasileira. “O setor estava otimista em 2019 com uma tendência de recuperação da economia, mas a pandemia mudou muito a nossa perspectiva para 2020”, lamenta Milton Rego, presidente executivo da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio). Isso acontece, segundo ele, principalmente em função das indústrias de bens duráveis, como construção civil e automobilística. “As embalagens estão no nosso dia a dia, especialmente, o alumínio nas latas de bebidas e nas embalagens flexíveis multicamada. O consumo de bens não duráveis sofreu menor impacto, apesar da redução de renda da população”.

 

O confinamento aumentou o consumo de bebidas em casa, especialmente de cerveja em lata, mas segundo Rego, isso não é o suficiente para contrabalancear o fim do consumo nos bares, eventos e nas praias. “A expectativa é de redução de 20% em 2020”. A redução da taxa de reciclagem de embalagens de alumínio é outro efeito da pandemia. “As cooperativas de reciclagem estão paradas e o orçamento das cidades também foi impactado. As nossas associadas estão fazendo diversas ações sociais para ajudar as cooperativas de reciclagem a enfrentar esse momento tão difícil, com doações de EPIs, dinheiro e cestas básicas”.

 

O convidado da próxima live da série Mercado em Pauta é Hugo Ladeira, presidente da Owens-Illinois, fabricante de embalagens de vidro. O bate-papo conduzido por Assunta Camilo será no próximo dia 18 de junho, às 19h, no canal do YouTube do Instituto de Embalagens.