4 de junho de 2021

A norte-americana EFI está presente em 15 países de cinco continentes. O escritório em São Paulo, que emprega 70 colaboradores, é a base da EFI para a América Latina. O software EFI Metrics para indústria de impressão e embalagem é produzido em São Paulo e comercializado para a América Latina e o iQuote é uma solução para orçamentos e engenharia de produtos e planejamento oferecido para a América Latina e mercado global. “Exportamos tecnologia para mais de 60 países. Essa solução está instalada nos Estados Unidos e Canadá, na América do Norte, e na Alemanha, Inglaterra e África do Sul, além dos países da América Latina. O escritório de São Paulo tem uma importância bastante relevante para a EFI”, afirma Oscar Silverio, gerente de operações LATAM da EFI.

“Os nossos softwares webtoprint dão suporte importante para as empresas trabalharem remotamente. Isso ficou bastante evidente em 2020 por conta da pandemia. Nossa operação foi impactada diretamente. A EFI fechou os escritórios mundialmente. Com as nossas ferramentas, os nossos clientes conseguiram se adaptar rapidamente neste aspecto”, afirma Silverio.

“A acessibilidade às principais funções da empresa foi vital para manter as linhas de trabalho em funcionamento. Foi o que deu suporte para tomada de decisão rápida e ajuste do tamanho das operações e onde deveriam ser feitas as movimentações mais rápidas para a nova realidade do negócio e também para o entendimento de formação de preço e custo com detalhes muito ricos e acessíveis”.

Essas ferramentas têm o foco de gerenciar a indústria e dão suporte para o trabalho remoto das empresas. “Hoje, o acesso à informação é algo muito crítico. Na nossa indústria, apesar de ser muito consolidada, tem uma centralização do conhecimento dos negócios. Então, quando a gente fala de tecnologia, impressão, de uma maneira em geral, são conhecimentos, que obtemos por formação acadêmica e vivência no trabalho, porém o principal conhecimento e o que faz cada indústria do segmento ser específica estão dentro da cabeça de fundadores, diretores e das pessoas que trabalham na empresa”, explica o executivo.

De certa forma, segundo Silverio, o conhecimento está em risco. “Em momentos como esse de pandemia, empresas que tinham soluções sólidas para gerenciar o conhecimento que elas agregam ao seu negócio e seus diferenciais competitivos tiveram uma vantagem. “Alguns de nossos clientes reagiram de forma muito rápida e com resultado muito positivo, superior ao período pré-pandemia. E também outros que não reagiram tão rapidamente, que tiveram impactos desastrosos”.

A adaptação não é tão simples. “A empresa informatizada já tem o mindset mais pronta para isso e, muitas vezes, tem as tecnologias disponíveis. Implantar as tecnologias, às vezes, não é tão rápido num cenário de crise como esse demanda”, ressalta Silverio. Ele continua: “Uma empresa que não estava pronta com a informação disponível, alocada e centralizada em um ambiente acessível para as pessoas migrar tudo isso em um curto espaço de tempo é um desafio muito grande e, muitas vezes, inalcançável. Àquelas que já estavam com a cabeça olhando para a informatização dos seus negócios e o compartilhamento de informações e conhecimento, conseguiram se adaptar mais rápido do que as que continuaram centralizando o controle da companhia numa cabeça só ou no corpo diretivo. Isso foi um ponto bastante relevante”.

A entrevista completa com Oscar Silverio, gerente de operações LATAM da EFI, pode ser assistida em nosso perfil do Linkedin.