7 de agosto de 2019

A Irani, uma das principais indústrias brasileiras dos segmentos de papel para embalagens e embalagem de papelão ondulado, registrou receita líquida de R$ 245,0 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representou um aumento de 12,0% em relação ao mesmo período de 2018 e um crescimento de 6,1% na comparação com primeiro trimestre de 2019 – como reflexo da alta do volume de vendas, especialmente para o mercado externo, nos segmentos Papel para Embalagens e Florestal RS e Resinas.

 

Seu principal segmento de atuação, Embalagem de Papelão Ondulado, responsável por 40,3 mil toneladas e 53% da receita líquida consolidada no segundo trimestre de 2019, teve redução de 7,7% em seu volume de vendas em comparação com igual período de 2018 e de 5,9% em relação ao 1º trimestre de 2019. A queda se deve à depuração de carteira de clientes da fábrica de Embalagens SP Vila Maria que tem por objetivo melhoria nas margens e na rentabilidade do Segmento.

Já o segmento de Papel para Embalagens totalizou 36% da receita líquida e 30,9 mil toneladas no 2º trimestre de 2019, com aumento de 45,7% no volume de vendas quando comparado ao 2º trimestre de 2018 e de 22,4% em relação ao 1º trimestre de 2019. O desempenho se deve à maior venda de papel, em especial para o mercado externo, em decorrência da disponibilidade gerada pela redução do segmento de Embalagem de Papelão Ondulado.

 

No segmento Florestal RS e Resinas, que alcançou 11% da receita líquida e 3,9 mil toneladas no segundo trimestre de 2019, o volume de vendas teve alta de 44,1% sobre o mesmo período de 2018 e de 28,3% em relação ao primeiro trimestre deste ano, devido à disponibilidade de estoques de produtos para venda e pelos bons preços praticados no mercado externo.

 

O lucro bruto no 2º trimestre de 2019 apresentou redução de 9,1% em comparação com o mesmo período de 2018 e de 11,8% sobre o 1º trimestre de 2019. Reflexo principalmente do aumento de custos não recorrentes gerados por reestruturações de pessoal realizadas no período no montante de R$ 3,1 milhões, e da variação do valor justo dos ativos biológicos que foi negativa neste trimestre e que havia sido positiva nos trimestre comparativos.

 

O EBITDA ajustado no segundo trimestre de 2019 foi de R$ 42,4 milhões, representando um avanço de 5,2% em comparação com os R$ 40,3 milhões registrados em igual período do ano passado. Esse resultado é 14,8% inferior em relação aos R$ 49,7 milhões gerados no 1º trimestre de 2019, em função especialmente dos custos não recorrentes no montante de R$ 3,1 milhões por reestruturações de pessoal realizadas neste trimestre.

 

A relação dívida líquida/Ebitda da Irani foi de 3,89 vezes em junho de 2019, menor que as 4,27 vezes verificadas no segundo trimestre do ano passado e menor em relação ao primeiro trimestre de 2019 que foi de 3,95 vezes. Excluindo da dívida líquida a variação cambial registrada como hedge accounting, a relação dívida líquida/Ebitda seria de 3,13 vezes em junho deste ano.

 

“Conforme Fato Relevante divulgado em 31 de julho de 2019 a Companhia concluiu a emissão de debêntures no valor total de R$ 505 milhões com o objetivo de melhorar o perfil de vencimento da dívida, recompor o caixa e adequar sua estrutura de capital”, afirma Odivan Carlos Cargnin, Diretor de Administração, Finanças e RI da Celulose Irani.

 

Fonte: Maquina Cohn Wolfe