28 de agosto de 2020

A demanda de papelcartão para embalagens registrou queda de 5% no primeiro semestre de 2020, segundo dados da Ibá. “Começamos o ano otimistas com crescimento de 2%, mas a pandemia mudou o cenário. E, no segundo trimestre, a demanda caiu 12%”, revela Leonardo Grimaldi, diretor executivo da Unidade de Papéis da Suzano. Por que um material para embalagem de produtos de consumo sofreu retração? Segundo ele, três segmentos se beneficiaram com a pandemia. “O segmento de farmacêuticos registrou crescimento de 2%; alimentos 4% e limpeza 3%. No entanto, o desempenho destes segmentos não foi suficiente para aumentar a demanda de papelcartão para embalagens porque os setores de calçados (-34%), vestuário (-36%) e eletrônicos (-15%) tiveram grande retração”.

A produção de papelcartão para embalagens cresceu no meio da pandemia beneficiada pela alta do dólar. “Não só a Suzano foi beneficiada, mas todo o setor que sempre foi exportador. O setor cresceu 19% enquanto a Suzano teve uma expansão de 40%”, revela Grimaldi. A Suzano conta com uma ampla rede de escritórios no exterior, que está presente em mais de 60 países.

O crescimento do delivery de comida aumentou a demanda de papelcartão para embalagens. “O segmento quer oferecer uma experiência de consumo diferenciada que reproduz o salão do restaurante nas embalagens. As nossas gráficas parceiras revelaram que as embalagens de papelcartão saíram do simples. Elas evoluíram para otimizar o transporte de cada refeição até a chegada da casa do cliente”. A busca por embalagens mais sustentáveis, segundo Grimaldi, também favorece o segmento de papelcartão já que é um material de fonte renovável, biodegradável, reciclável.

O Bluecup, primeiro papelcartão para copos 100% biodegradável, compostável, de fonte renovável, lançado há dois anos pela Suzano, ganhou agora uma quarta versão, com resina biodegradável, que em breve, vai ser utilizado por uma rede de fast food. “É um mercado que tem muito potencial de crescimento no Brasil porque tem uma pegada mais sustentável”, revela o executivo.

Essa inovação e a rapidez de lançar novos produtos no mercado é resultado do investimento em pesquisa e desenvolvimento pela Suzano. A união com a Fibria no ano passado transformou a companhia numa gigante do setor de celulose e papel. “Com essa fusão, a nossa grande conquista é área de P&D e inovação que agora tem maior força. Hoje, a Suzano investe 1% da sua receita líquida de R$ 30 bilhões, ou seja, R$ 300 milhões na área de P&D para os diversos negócios da companhia. Investimos muito tempo e energia para que a embalagem de papelcartão seja protagonista”.

A entrevista completa de Leonardo Grimaldi está disponível em nosso canal do Youtube.