6 de setembro de 2019

O consumo doméstico de produtos de alumínio cresceu 7,5% no primeiro semestre de 2019, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O volume total comercializado chegou a 731,8 mil toneladas – 626,1 mil toneladas de origem nacional e 105,7 mil toneladas importadas (quadro 1). Os números mostram que o mercado nacional mantém a tendência de recuperação registrada em 2018. O levantamento faz parte da pesquisa de mercado promovida pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

O segmento de embalagens é o que puxa a fila da ascensão, com um crescimento de dois dígitos no período: 11,1%. Esse bom desempenho reflete a alta no consumo de chapas de alumínio, empregadas na fabricação de embalagens. O produto registrou um volume de 349,6 mil toneladas no primeiro semestre, elevação de 16% em relação ao ano passado (gráfico 1).

Para o presidente da ABAL, Milton Rego, é o segmento de embalagens que deve continuar sustentando o crescimento do setor nos próximos anos. “Estamos assistindo à substituição, de forma cada vez mais rápida, de diversos materiais por alumínio, principalmente nas áreas de alimentos, medicamentos e de bebidas”, explica.

Mantido o atual ritmo, Milton prevê que o consumo de produtos de alumínio seja retomado já no final deste ano ou no início de 2020, atingindo a cifra de 1,5 milhão de toneladas – nível já alcançado em 2013. “Chegamos até a imaginar um crescimento maior neste primeiro semestre. Mas, apesar da revisão para baixo, a nossa recuperação segue de forma consistente”, garante.

No primeiro semestre de 2019, a Balança Comercial da Indústria Brasileira do Alumínio manteve superávit – US$ 781 milhões FOB –, com exportações de US$ 1.794 milhões e importações de US$ 1.013 milhões (quadro 2). Os destaques foram as receitas provenientes das exportações de alumina.

Fonte: Página 1 Comunicação