24 de agosto de 2020

A crise trouxe crescimento e aprendizado. É assim que a Congraf analisa o difícil momento econômico que superou por conta da pandemia do novo coronavírus. Nestes últimos quatro meses, a indústria de embalagens teve que se adaptar rapidamente às instabilidades do mercado, aos muitos pedidos prontos no estoque que foram suspensos, a entender as dificuldades de pagamento de alguns clientes, às demandas emergenciais, com produção de um dia para o outro, além do medo de lidar com um novo cenário causado pelo vírus.

 

“Num cenário tão inesperado a estratégia foi viver uma semana por vez. Todos os desafios foram superados por uma equipe dedicada, com jogo de cintura e muita paciência para resolver cada questão. Era tudo novo e melancólico. Mas hoje, consideramos estar num patamar acima do que estávamos há quatro meses, ao gerenciar diversas crises. Mais do que nunca, sabemos que podemos contar com todos os colaboradores e que aprendemos muito”, ressalta o diretor industrial da Congraf, Sidney Anversa Victor Junior.

 

Um dos fatores principais que favoreceram a Congraf ao longo desse período de retração da economia foi seu portfólio variado de clientes, que contempla diversos mercados. “Sem dúvidas, esse foi um ponto positivo. Alguns setores pararam, como cosméticos em geral, tinturas para cabelo e produtos de venda no varejo por lojas. Enquanto outros setores, como sabonetes, produtos de higiene e limpeza e alimentícios continuaram e cresceram bastante no período”, explica o diretor.

 

O primeiro trimestre da Congraf tinha sido positivo, com média de transformação em 1.000 T de papelcartão/mês e aumento de 10% em relação ao ano passado. Com a pandemia, Maio foi o mês mais difícil e teve queda em torno de 30% em relação a 2019.

 

Mas em Julho a empresa já percebeu sinais de recuperação do mercado, embora acredite que a retomada será bem gradual. Algumas demandas menores do que antes da pandemia, estão retornando. “Os clientes ainda estão receosos, precisam retomar o fluxo financeiro e reestruturar suas equipes. Precisam refazer a estratégia para trabalhar em um novo momento e isso, naturalmente, leva tempo. Ainda assim, temos o desafio diário de manter ou crescer em relação a 2019. Vamos continuar monitorando e readequando a empresa nas situações que surgirem. Mas o Brasil é forte, é grande. Temos muita certeza que vamos superar essa fase”, conclui Junior.

 

Fonte: Frisson Press