17 de julho de 2020

O compromisso com a sustentabilidade está no DNA da Unilever e de seus colaboradores. A companhia estabeleceu metas para reduzir o impacto ambiental de suas embalagens plásticas até 2025. “Como indústria de produtos de consumo que está presente em quase 100% dos lares brasileiros, nós assumimos nossa responsabilidade. Algumas metas estão bem endereçadas e outras impõem mais desafios”, revela Zita Krammer, gerente de sustentabilidade Latino America da Unilever.

 

A companhia estabeleceu metas para o uso consciente do plástico como a redução em 50% de embalagens plásticas de resina virgem, utilizar embalagens plásticas 100% recicláveis, retornáveis ou compostáveis e coletar mais plásticos do que coloca no meio ambiente. “É uma transição dificílima. Mas, acredito que a economia circular é o único modelo sustentável. Para isso, precisamos do envolvimento de todos os fornecedores e dos consumidores”, ressalta.

 

O projeto do uso de resina plástica pós-consumo na produção de novas embalagens das marcas da Unilever endereça vários desafios técnicos. “Nosso objetivo é acelerar ao máximo as contribuições para tomar decisões de impacto na economia circular”, afirma Zita. Desde 2018, a companhia já coletou e utilizou 6 mil toneladas de resinas pós-consumo.

 

Diferentemente da Europa e dos Estados Unidos, no Brasil a cadeia de reciclagem de polietileno (PE) é pouco desenvolvida. Segundo ela, existem diferentes fontes de recebimento de resina PE pós-consumo. Além disso, a qualidade da resina para uso nas embalagens de cosméticos da marca Unilever é outro desafio técnico para não interferir na fragrância dos seus produtos. “As resinas têm odor por conta dos restos de produto e do contato com lixo orgânico. Mas, nada que uma boa lavagem não resolva”.

 

Outro desafio para o uso de resina PE PCR é a cor. Os frascos coloridos reciclados geram resinas PCR em tom de cinza, por isso, segundo ela, os masterbatches tiveram que ser retrabalhados para não interferir na cor da embalagem. “A embalagem de Seda Ceramida é rosa e com a adição do PCR cinza ela fica roxa. A consumidora já tem uma conexão com a marca e a identidade visual não pode ser alterada”.

 

A entrevista completa da Zita Krammer está disponível no nosso canal no YouTube.

 

Na próxima quinta-feira, dia 23 de julho, Juliana Azevedo, presidente da Procter & Gamble Brasil, é a nossa convidada da live Mercado em Pauta. Ela vai falar sobre o protagonismo da P&G na agenda de sustentabilidade e cidadania corporativa.