7 de abril de 2021

A embalagem com atmosfera modificada (ATM) para pratos prontos tem um papel estratégico de manter as características organolépticas e oferecer maior shelf life aos alimentos. Tem uma função importantíssima desde o momento que os restaurantes escolhem o recipiente ideal para acondicionar a refeição até chegar ao consumidor, promovendo uma experiência de consumo prazerosa e marcante. “Se esse momento mágico do consumo não acontece, a gente tem apenas um alimento”, afirma Luis Marcondes Gustavo, gerente de vendas de máquinas especiais da Sunnyvale. Para essa mágica acontecer, a refeição tem que ser apenas pré-cozida senão ao ser aquecida no micro-ondas ou no forno convencional vai ficar empapada. “Isso faz toda diferença na hora do consumo da refeição e na hora de pedir novamente o prato”, destaca.

O mercado de delivery de pratos prontos foi acelerado pela pandemia do coronavírus. O confinamento das pessoas e o home office mudaram a forma de atuação do delivery de alimentos, que migrou dos escritórios para os lares. Também surgiram novas oportunidades de negócios com o crescimento do movimento por comida de verdade, a demanda por alimentação saudável, light, comida para diabéticos, intolerantes a glúten, a gourmetização e porções menores. Mas, o que realmente, transformou esse negócio são os aplicativos. Segundo Gustavo, o consumidor ganhou liberdade para escolher o restaurante, a forma de pagamento e, ainda, receber em casa comida fresca com entrega muito rápida. “Isso revolucionou o mercado de entrega, permitindo a produção de pratos prantos em escala, mantendo a mesma qualidade do produto gourmet e diferenciado, com custo acessível e uma embalagem bem feita, que suporta aquecimento no forno convencional, micro-ondas ou banho Maria”.

Percebendo essa mudança no mercado de pratos prontos e no comportamento dos consumidores, a Sunnyvale está trazendo bandejas, filmes, máquinas e novas tecnologias. “Hoje, no caso das bandejas plásticas termoformadas, há duas resinas estruturantes: o PP e o PE. O PP um material estruturante, que oferece barreira, mas o material selante limita a reciclabilidade o reaproveitamento dos materiais. Temos o CPET que vai ao forno até 180oC, mas não tem solução nacional”, explica.

“O laminado de plástico de fonte fóssil que oferece propriedades de barreiras ainda não conseguimos substituir nas embalagens. A velocidade de pesquisa é muito grande e rápida e acreditamos que vêm novidades. Hoje tivemos um contato para trazer uma das opções para o Brasil. Mas, ainda é embrionário para substituir o estruturante”, afirma Gustavo.

Como será o consumidor que não quer carro próprio e que deseja ter tudo compartilhado, o trabalho (coworking) e a casa (cohouse)? Como ele vai consumir e que impactos ele vai querer gerar para o meio ambiente? Isso faz com que a Sunnyvale invista em equipamentos pensando nos próximos 10 anos. “Daqui a 10 anos, o consumidor que nasceu há 5 anos vai estar consumindo. Como vai ser isso. Onde invisto os meus recursos que são limitados e em quanto tempo vou ter retorno. É uma decisão de todo empresário brasileiro principalmente no Brasil com os desafios que a gente tem hoje que a tecnologia investida dure pelo menos 10 anos. É isso que a Sunnyvale vem trabalhando para evoluir junto com o mercado e entender que caminho seguir. Por que a gente acredita que o mercado vai mudar muito rápido e de forma muito volátil. As tendências e novidades surgem muito rapidamente”, conclui.

A entrevista completa com Luis Marcondes Gustavo, gerente de máquinas especiais da Sunnyvale, pode ser assistida em nosso canal no YouTube.