15 de setembro de 2021

A Owens Illinois (O-I), líder mundial na fabricação de embalagens de vidro, iniciou um processo para converter resíduos oriundos do processo de tratamento de emissões atmosféricas, conhecido como pó do precipitador, em energia.

O projeto, que começou a ser implementado pela companhia em setembro de 2019, na planta de São Paulo, é fruto da parceria com a empresa Renova e vem permitindo que a O-I deixe de utilizar aterros sanitários classe 1 para a destinação de resíduos. Inicialmente desenvolvido para que a O-I obtivesse ganhos ambientais, a ação também trouxe ganhos financeiros expressivos: foi gerada uma economia superior a R$ 155 mil em dois anos, considerando custos de transporte e destinação final desses resíduos – uma redução de 31,5% e de mais de 18 toneladas em emissão de CO2 equivalente.

O processo de tratamento de emissões atmosféricas gera um resíduo denominado “pó do precipitador”, que até 2019 era destinado a aterros sanitários classe 1, específicos para esse tipo de resíduo. Após realizar estudos visando avaliar possibilidade de mudanças nessa destinação, a Owens Illinois passou a encaminhar os resíduos ao processo de blendagem, tecnologia que consiste em incluir resíduos do pó do precipitador como matéria-prima para o coprocessamento, que utiliza o calor produzido como energia para fornos de cimento.

Atualmente, esse processo é visto como o mais moderno quando se trata de resíduos nocivos pois, devido às altas temperaturas atingidas em fornos de cimento, eles são 100% consumidos, ou seja, não originam nenhuma sobra, tais como cinzas ou outras partículas.

A O-I tem como meta reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 10% até 2025 e chegar a 25% até 2030. Para João Marcelo Ferraz, gerente da área de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da O-I na América do Sul, o processo de converter em energia os resíduos do pó precipitador vem trazendo ganhos logísticos, direcionados ao armazenamento interno de resíduos; financeiros, atrelados a redução de custo com transporte e destinação final dos resíduos, e principalmente ambientais, em função da redução significativa das emissões de carbono. “Esse é mais um esforço da Owens Illinois alinhado ao pilar de sustentabilidade da empresa, uma vez que esta ação traz benefícios em todas as etapas do projeto pois, calcula-se que só em deslocamentos a redução de CO2 equivalente corresponde a compensação de 51 arvores, além de retirar resíduos com potencial energético de aterros sanitários“, destaca o executivo.

Atualmente, a planta localizada na capital paulista conta com 100% desse resíduo reaproveitado para coprocessamento. As demais plantas, localizadas em Recife, Vitória de Santo Antão e Rio de Janeiro, já iniciaram o processo de coprocessamento OU estudos em busca de parceiros que atendam às necessidades da O-I.

Fonte: Ketchum